O mundo como Idéia (2002)

São Paulo: Globo, 2002

445 páginas

Poemas escritos entre 1959 e 1999 em português, inglês, francês, italiano e espanhol. Parte deles compilada de obras anteriores.

– 45º Prêmio Jabuti de Poesia de 2003

– Prêmio Senador José Ermírio de Moraes de 2003

Conteúdo

A GÊNESE DO LIVRO: UM PRÓLOGO

  • I. O cego nu: um exórdio
  • II. Do belo inteligível
  • III. Da luz pensada à luz conceitual
  • IV. A sombra da carne & o drama da razao
  • V. Um brilho na bruma
  • VI. Do purovisibilista
  • VII. O lugar de uma ataraxia
  • VIII. Rumo ao livre infortúnio
  • IX. A música das idéias, a imitação da música
  • X. Envoi
  • IN LIMINE

LIVRO PRIMEIRO: LIÇÃO DE MODELAGEM

  • O espectro
  • A grande alma penada
  • Três líricas de Charles Baudelaire
  • Uma certa caçada
  • About the Hunt
    • I. The Title Piece
    • II. The Introductory Rhymes
  • Estranhos caçadores
    • I. O cego de Arezzo
    • II. A nereida de Bloomsbury
    • III. O farol de Laugharne
    • IV. O bardo de Thor Balylee
    • V. O mago da caverna
  • Those Strange Hunters
  • Niccolò da Tolentino, Condottiero
    • I. Sobre o Tríptico da Batalha de Uccello
    • II. Sobre seu retrato eqüestre em Santa Maria del Fiore
  • Niccolò da Tolentino, Condottiero
    • I. On Uccello’s Tryptic of the Battle
    • II. On his equestrian portrait in Santa Maria del Fiore
  • Chiesa dei Tolentini
  • On the Naples Crucifixion by Masaccio
  • A Capela Capponi do Pontoformo
    • I. O Anjo Anunciador
    • II. A canção da donzela
    • III. Vozes d’A Descida da Cruz
  • Pontoformo’s Capponi Chapel
    • I. The Annunciatory Angel
    • II. The Maiden’s song
    • III. Voci della Deposizione
  • Santa Reparata deixa Florença
  • Santa Reparata leaves Florence
  • Ballatetta de Guido Cavalcanti
  • Travessias
  • Rear windows
  • O pote no balcão
  • The Machine of the World (CDA)
  • Ante uma aquarela chinesa
  • A voz
  • O prólogo de Le Vrai Le Vain
  • Au Colloque des Monstres
    • I. La méduse amoureuse
    • II. L’hypothèse
    • III. Le Lais
    • IV. L’envoi
    • V. Un extrait du dit Lais
      • 1. Sa voix
      • 2. Leurs voix
      • 3. Le fin mot
    • VI. L’apostasie
      • 1. Nos monstres surcilleux…
      • 2. Bien sûr, c’est désuet…
      • 3. Ainsi fit Valéry…
    • VII. Au sonnet
    • VIII. En l’Autel de l’Idée
    • IX. L’aile
    • X. L’encerclement
    • XI. L’éveil
    • XII. Les adieux
  • Auto-da-fé
  • Ars poetica
  • A estrofe
  • A dívida
  • Prodígios
  • O interminável
  • O verme
  • On Vermeer’s The Bath of Diana
  • A Rendeira de Vermeer por Simon Pringle
  • Variações sobre a Mona Lisa
  • Lição de modelagem

LIVRO SEGUNDO: LIÇÃO DE TREVAS

  • Nihil Obstat
  • Ao Divino Assassino
  • In passim
  • Um ofício de sombras
  • Folhinha com imagens
  • Duas esquivas
    • 1. Ciprestes
    • 2. No escuro
  • Dois colaços
    • C.D.A.
    • M.M.
  • Artimanhas de Isabel Bispo
    • I. Uma arte toda sua
    • II. Do matinal milagre
    • III. Recordando um clavicórdio
    • IV. Aeroportos
  • Fantasmagorias
  • On Elizabeth Jenning’s Growing Points
  • Instantâneo póstumo do poeta Paul Celan
  • On W. H. Auden’s (last) birthday
  • Galicismos d’alma
  • O jogral encantado
  • Vizinhos
  • A la máscara mortuária de César Vallejo
  • Ungaretti à luz pensada
  • Máscara mortuária de Quasímodo
  • Notizie delle Cinque Terre
  • I Falchi
  • Il Gorgo e le Città
  • Lamento de Caim
  • A explicação
  • Dobrada à moda do morto
  • Louvor na boa morte do menino João Cabral
  • A um cisne na agonia
  • Cemitério Marinho de Paul Valéry
  • Post-scrpitum a uma tradução
  • Velhos tigres
  • The Whirlings
  • Os Outonos
  • Antevisões da última ante-sala
  • Toward a Martian Hymn
  • Segunda residência
  • Epithalamium
  • A venda
  • O pêssego
  • The Begonia
  • A noite fria
  • On a Dutch ‘Narcissus & The Echo’
  • Ampliações de um ocaso em Súnion
  • Antigone’s Homecoming
  • Nascimento em Ravena

LIVRO ÚLTIMO: A IMITAÇÃO DA MÚSICA

  • 1. Canto, filho da luz da zona ardente
  • 2. Canto o que amo e amo o que é mortal
  • 3. Não contai a ninguém que não vos creia
  • 4. Toda consolação que a mente quer
  • 5. O drama da razão… Buscar o fio
  • 6. O real, fragmento separado
  • 7. Se a herança do Ocidente é uma agonia
  • 8. Alberti, ao recusar a esse rascunho
  • 9. Havia desde o Giotto essa tensão
  • 10. Tudo se passa como se ao compor
  • 11. O drama da razão exige mais
  • 12. Conosco a hesitação da criatura
  • 13. Em Uccello a tensão desse dilema
  • 14. Porque pertence ao instinto natural
  • 15. Na solidão de cada pincelada
  • 16. E no entanto n’A Hóstia Profanada
  • 17. Houve também no jovem Botticelli
  • 18. Porque a mão que pintou La Derelitta
  • 19. Estranho imaginar já murcha a fronte
  • 20. E no entanto durava, como o Mantegna
  • 21. Se Uccello foi o lúdico profeta
  • 22. Penso, naturalmente, no Batismo
  • 23. Em Arezzo é o fugaz que se proclama
  • 24. Deixai-me celebrar tudo o que morre
  • 25. Entre o instante e ar argila vai passando
  • 26. O universo, ao voltar de seu desterro
  • 27. Às vezes é-me quase tentador
  • 28. No Ghirlandaio, etc., a beleza
  • 29. Os solenes pavões do Ghirlandaio
  • 30. A Idéia é uma perfeita construção
  • 31. Com efeito, há o legado de um fastio
  • 32. O melhor cromatismo que há nas cenas
  • 33. Tudo é símbolo, o mundo é conseqüente
  • 34. Se é uma loucura confinar a vida
  • 35. A arte vazia do intelecto privo
  • 36. Masaccio conhecia o Serafim
  • 37. Ah, leitor que idolatras o conceito
  • 38. O conceito, pavão imperial
  • 39. A mente é uma colméia de noções
  • 40. Masaccio não voltara nunca mais
  • 41. Piero e a flor do gênio florentino
  • 42. O Angélico brilhou sozinho, o cume
  • 43. Fra Giovanni jamais desfez do mundo
  • 44. Imagino o afresco que o Giotto
  • 45. Com Andrea del Sarto o jogo fez-se
  • 46. Porque o real se instara pelo escasso
  • 47. Considerando Andrea del Verrocchio
  • 48. Benozzo Gózzoli é que pinta um êxtase
  • 49. Ia-se-me esquecendo o Perugino
  • 50. Na calma, na poesia, nas entranhas
  • 51. Em todo caso há arroubos de De Chirico
  • 52. Pois voltemos a ela: essa impostura
  • 53. Com efeito, a eclosão renascentista
  • 54. Dá-se que resta sempre uma ferida
  • 55. Mas já são horas de evocar os meus
  • 56. Em todos, vindo dos canais sombrios
  • 57. Van Eyck, em quem o mundo e o absoluto
  • 58. E assim fez toda aquela multidão
  • 59. Durante o Quattrocento a criatura
  • 60. Essencialmente, a mente se apavora
  • 61. A pintura tornada de repente
  • 62. No gênio dedutivo florentino
  • 63. Não há nada por trás de coisa alguma
  • 64. Como o Norte o fazia: nessa Holanda
  • 65. Como em Veneza… O braço do Ocidente
  • 66. Talvez fosse a iminência do dilúvio
  • 67. Abre-se à ambigüidade com o Carpaccio
  • 68. Abismei-me uma vez, como se em prece
  • 69. Prefigura-se a luz do Canaletto
  • 70. Quanto às fabulações do Tintoretto
  • 71. É doce observar que nele dura
  • 72. Já o Ticiano prolongava o dia
  • 73. O mundo é minucioso e colossal
  • 74. E há verdadeiramente o Veronese
  • 75. Que se Veneza alcança uma equação
  • 76. Já o sol ia alto. Àquela altura
  • 77. Havia sido até aquele instante
  • 78. E surge, apaixonado pelo dente
  • 79. Ao mesmo tempo, se bem mais de leve
  • 80. É o começo da véspera do acinte
  • 81. Dobrada a escada, no segundo andar
  • 82. Ou melhor, de uma jovem. Na verdade
  • 83. São dois modos de ver, eu sei: mas creio
  • 84. É de um estranho poder a hesitação
  • 85. Não será má idéia, mas no fundo
  • 86. Que fazer deste mundo quando a arte
  • 87. Sim, são modos de ver, mas no Pontormo
  • 88. O primeiro barroco encontraria
  • 89. Ó festa do real, teus convidados
  • 90. A Renascença envelheceu depressa
  • 91. O estranho paradoxo lapidar
  • 92. Há sempre um paradoxo no aparente
  • 93. Mas houve no Bernini uma paixão
  • 94. Ou o lânguido crepúsculo, barroco
  • 95. Mas o que Claude via em seu poente
  • 96. Se há um mundo em Poussin, naturalmente
  • 97. A visão beatífica não cabe
  • 98. Prometeu já não furta o relâmpago
  • 99. O coração é o grande imaginário
  • 100. Mas é tudo um prodígio, um movimento
  • Último: Celebrai-a comigo, ó todos vós
  • FINALE
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