Cronologia


Fotografia de Thelma Chambers

Cronologia de 1940 a 2000 informada pelo poeta em 2001, acrescida de eventos de 2001 a 2007.

1940 Nasce, a 12 de novembro, no Rio de Janeiro, Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino, filho de Heitor Jorge de Carvalho Tolentino e Odila de Souza Lima Tolentino.

1946 Inicia os estudos no Colégio Batista, onde faria os antigos cursos primário e ginasial.

1954 Abre conta na recém-fundada Livraria Leonardo da Vinci. O convívio contínuo com os proprietários, Vanna e Andrei Duchiade, influenciaria de maneira decisiva sua formação intelectual.

1957 Escreve seu primeiro poema, uma homenagem aos 70 anos de Manuel Bandeira. Na função de revisor do “Suplemento Dominical” do Jornal do Brasil, convive com Mário Faustino e Ferreira Gullar.

1958 Conclui o curso clássico do Colégio Anglo-Americano. Depois de ler Du Mouvemenet et le l’Immobilité de Douve, de Yves Bonnefoy, escreve ao poeta francês.

1959 Matricula-se na Escola de Teatro da Universidade da Bahia. Recebe a primeira carta de Yves Bonnefoy, início de uma longa correspondência que o levaria a estabelecer-se na Europa.

1960 Recebe o Prêmio “Revelação de Autor”, do Sindicato de Editores e da Câmara Brasileira do Livro, pela coletânea inédita Seteclaves, da qual irá extrair seu primeiro livro, Anulação & Outros reparos.

1961 Ganha o processo judicial referente aos textos de Seteclaves, pelos quais era acusado de plágio. Com o dinheiro recebido, compra um sítio na Estrada dos Bandeirantes, onde passa a criar galinhas.

1963 Publica Anulação & Outros reparos.

1964 Com o golpe militar no Brasil, parte para Europa. Desembarca em Cardiff, no País de Gales. Elizabeth Bishop – poetisa americana a quem conhecera no Rio, nos anos 50 – apresenta-o ao poeta inglês Wystan Hugh Auden, marcando o início de sua amizade com o autor de The Age of Anxiety. Conhece o poeta italiano Giuseppe Ungaretti.

1965 Ao lado de João Guimarães Rosa, Murilo Mendes e Antonio Candido (seu primo) integra a delegação brasileira enviada ao congresso Nuovo Mondo Colunbianum, realizado em Gênova, na Itália.

1966 Gradua-se como tradutor-intérprete na École Interprète de Genebra. Passa a fazer parte dos quadros da prestigiosa AIT (Agence Internationale des Traducteurs), antigo departamento da Liga das Nações. Na condição de intérprete estagiário, participa da Conferência Interparlamentar de Teerã e vai a Tóquio, Bangcoc e Hong Kong. De volta a Bruxelas, é efetivado no cargo de tradutor-intérprete junto ao Mercado Comum Europeu. Nasce, em Varsóvia, Witold Andjei, seu filho com a polonesa Danuta Klossowska.

1968 Fixa residência em Londres. Passa a lecionar na Faculdade de Artes da Universidade de Bristol.

1970 Casa-se na Igreja Anglicana de Battersea com a brasileira Márcia Martins de Brito.

1971 Sai em Paris Le Vrai Le Vain. Pára de produzir poemas em português. Na qualidade de visiting professor, dá aulas na Universidade de Essex.

1972 A convite de W. H. Auden assume as funções de deputy director da Oxford Poetry Now, a editora de poesia contemporânea da Universidade de Oxford.

1973 Com a morte súbita de Auden, vê-se regimentalmente obrigado a assumir a direção da Oxford Poetry Now: transfere-se, então, de Londres para Oxford. Depois de renunciar ao cargo, seria eleito para um mandato oficial de cinco anos como novo executive director da OPN.

1975 Na condição de membro da delegação de Oxford, realiza sua primeira viagem aos Estados Unidos, a fim de participar, na Casa Branca, em Washington, da Garden Party do então presidente Gerald Ford, referente às comemorações da data nacional americana, o 4 de julho.

1979 Lança, pela OPN, About the hunt. É reeleito para o cargo que exercia na editora e por esse motivo renuncia às suas funções na Universidade de Bristol. Volta a escrever em português, decidido a não mais produzir em línguas estrangeiras.

1980 Com a iminência do golpe do general Jaruzelski na Polônia, reivindica a guarda do filho – e Witold Andjei passa a viver em sua companhia na cidade de Oxford.

1982 Divorcia-se de Márcia Martins de Brito.

1984 Renuncia ao cargo de executive director da OPN e prepara seu retorno ao Rio de Janeiro.

1985 Chega ao Brasil.

1986 Nasce, em Oxford, Raphaël Phillippe Bruno, seu filho com Martine Pappalardo, professora de Literatura Francesa. Retorna à Inglaterra.

1987 Acusado de tráfico de drogas, é preso e condenado a 11 anos de prisão. Durante 22 meses cumpriria a sentença em Dartmoor: ao final desse período, a pena seria suspensa.

1991 Muda-se para Marselha, na França

1992 Termina A balada do cárcere.

1993 Desembarca com a família no Rio de Janeiro.

1994 Publica As horas de Katharina.

1995 Recebe, da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Poesia. Sai Os deuses de hoje.

1996 Lança Os sapos de ontemA balada do cárcere (Prêmio Cruz e Sousa de Poesia, outorgado pela Fundação Catarinense de Cultura). Operado para a remoção de um tumor no reto, constata-se a presença do vírus HIV. Inicia o tratamento: dada a sua recuperação – lenta porém contínua – decide permanecer no Brasil.

1997 Viaja a Recife para dar a aula magna da Fundação Joaquim Nabuco. Recebe, da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Abgar Renault. A convite da Universidade de São Leopoldo (RS), participa de um congresso de juristas, cujo tema seria A balada do cárcere.

1998 Sai a “edição definitiva” de Anulação & Outros reparos. Transfere-se para São Paulo, a fim de assumir a função de editor nas revistas RepúblicaBravo!.

1999 Deixa o trabalho e retorna à Europa. Volta a escrever em inglês, dando início à composição de The Year the Locust Hath Eaten.

2000 Pronuncia a aula magna do Instituto de Estudos Superiores da Faculdade de Direito de Santo Angelo (RS). Assina contrato de exclusividade com a Editora Globo.

TOLENTINO, Bruno. “Cronologia”. In: Encarte do CD O escritor por ele mesmo: Bruno Tolentino. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2001, pp. 14-19.

2001 Bruno se transfere para Caeté-MG, onde passa a ser hospedado na casa paroquial do Santuário da Serra da Piedade, junto ao padre Virgilio Resi, responsável nacional do Movimento Comunhão e Libertação no Brasil.

2002 Volta a viver em São Paulo. Publica O mundo como idéia.

2003 Recebe o Prêmio Jabuti de Poesia.

2004 Participa da 25ª edição do Meeting de Rimini, na Itália. Participa da sessão de encerramento do Meeting, apresentando o livro Una presenza che cambia, de Luigi Giussani, para 10 mil pessoas. Conhece pessoalmente Dom Giussani, fundador de Comunhão e Libertação.

2006 Vive por um período em Salvador. Publica A imitação do amanhecer.

2007 É indicado como finalista para o Prêmio Jabuti de Poesia. Concorre ao Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

27 de junho de 2007 Falece em São Paulo, por falência múltipla de órgãos.

PEREZ, Juliana P. “‘Tudo dói, menos a graça’ – algumas notas sobre a vida e a obra de Bruno Tolentino”. In: Revista Passos n. 85, agosto/2007.

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